Kant, festejado filósofo do século XVIII, consumiu toda sua vida na mesma plaga. Foi simplesmente maravilhoso descobrir este acontecimento, pois, sob o prisma geral, viajar e conhecer novos lugares é algo absolutamente relevante para que o ser humano alce voos à novas realidades e perspectivas. Pra mim, que nunca fui do tipo apaixonado pro viagens, descobertas ou aventuras, saber desta possibilidade significou reavivar esperanças de uma vida menos ordinária.
A palavra falada "viajar", aliás, costuma denotar muito mais do que poderia. Dizer "viajar" deveria significar apenas o ato, o movimento com destino previamente estabelecido. Neste sentido, adoro viajar. Igualmente, viajar de carro é melhor que de ônibus; e de ônibus, melhor que de avião. Nunca viajei de carroça, mas penso não ser uma experiência desprezível ou repugnante.
Gosto de viajar, mas nem sempre aprecio chegar ao destino. O problema de viajar é que o alcance do destino é quase sempre uma implicação lógica... e nem sempre uma dedução de satisfação.
Conhecer São Paulo, entretanto, foi uma experiência impressionante. Para mim, praticante de capoeira e amante incondicional do samba, o Rio de Janeiro (que conheci no ano passado) sempre esteve carregado de expectativas; São Paulo, não. Mas a vida nos prega peças... e eis que fiquei tão encantado com a terra da garoa e suas infinitas possibilidades que hoje já considero não apenas a certa hipótese de retorno, mas a própria alternativa de residência.
Em boa hora, tenho repensado São Paulo com um olhar aproximado, muito aproximado. Ainda que situado em Salvador.
Benício Boida de Andrade Júnior
Salvador, Set-2009.
A palavra falada "viajar", aliás, costuma denotar muito mais do que poderia. Dizer "viajar" deveria significar apenas o ato, o movimento com destino previamente estabelecido. Neste sentido, adoro viajar. Igualmente, viajar de carro é melhor que de ônibus; e de ônibus, melhor que de avião. Nunca viajei de carroça, mas penso não ser uma experiência desprezível ou repugnante.
Gosto de viajar, mas nem sempre aprecio chegar ao destino. O problema de viajar é que o alcance do destino é quase sempre uma implicação lógica... e nem sempre uma dedução de satisfação.
Conhecer São Paulo, entretanto, foi uma experiência impressionante. Para mim, praticante de capoeira e amante incondicional do samba, o Rio de Janeiro (que conheci no ano passado) sempre esteve carregado de expectativas; São Paulo, não. Mas a vida nos prega peças... e eis que fiquei tão encantado com a terra da garoa e suas infinitas possibilidades que hoje já considero não apenas a certa hipótese de retorno, mas a própria alternativa de residência.
Em boa hora, tenho repensado São Paulo com um olhar aproximado, muito aproximado. Ainda que situado em Salvador.
Benício Boida de Andrade Júnior
Salvador, Set-2009.
